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Apesar das constantes manobras políticas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, segue firme em seu compromisso com a estratégia econômica que visa desmontar o modelo econômico global vigente há décadas, no qual os EUA essencialmente produzem dinheiro enquanto o resto do mundo fornece os bens.
E, mais uma vez — sem surpreender — ele deu mais um passo nessa direção ao cumprir uma promessa anterior: implementar uma tarifa de 25% sobre todos os carros importados, incluindo veículos de passeio e caminhonetes leves. Além disso, também foram aumentadas as tarifas sobre peças de reposição. Tudo isso está previsto para entrar em vigor no dia 2 de abril, a chamada "Hora X", quando outras tarifas também começarão a valer. Mas por que ele está fazendo isso? Segundo o presidente, o objetivo é estimular a manufatura dentro dos EUA.
Como já expliquei anteriormente, o principal objetivo de Trump é colocar rapidamente os Estados Unidos no caminho da produção de bens reais — carros, computadores, alimentos etc. — que atualmente são importados em grande escala. Ele entende que manter o curso econômico anterior acabará por destruir os EUA econômica e politicamente. Na prática, ele está aplicando uma espécie de terapia de choque, acreditando que, embora os efeitos iniciais possam ser dolorosos, melhorias reais virão em seguida. Ele pretende inverter a balança comercial em favor dos EUA, e não da China, União Europeia, Canadá, México e outros que atualmente se beneficiam amplamente das exportações para o mercado americano.
E os mercados financeiros? Estão demonstrando sinais de choque, mas ainda não houve colapso. Por um lado, alguns ainda mantêm a esperança de que o presidente recue e reduza as tarifas comerciais. Por outro, os realistas acreditam que a primeira onda de choque já passou. Isso significa que os mercados já precificaram a decisão e, daqui em diante, reagirão apenas aos impactos efetivos. Mesmo a imposição das tarifas mais agressivas pode não ter efeito visível imediato sobre os mercados.
O mercado acionário dos EUA continua se beneficiando do fluxo de capital estrangeiro em meio aos riscos geopolíticos globais, incluindo a crise na Ucrânia. A fraqueza da economia europeia, aliada a promessas vazias de recuperação e discussões sobre a criação de um exército europeu, permanece no campo da retórica, o que tem levado empresas europeias a migrarem gradualmente para os EUA, onde o apoio governamental é evidente. Estamos testemunhando um processo de redirecionamento de liquidez da Europa para os Estados Unidos.
Diante de tudo isso, acredito que não há motivo para esperar um colapso do mercado acionário nos EUA. Sim, pode haver uma queda pontual por volta da entrada em vigor das tarifas em 2 de abril, mas qualquer recuo provavelmente será rapidamente absorvido pelo mercado, preparando o terreno para uma nova onda de crescimento nos índices acionários.
O dólar dos EUA vai despencar? Duvido. Trump declarou repetidamente que deseja que o dólar mantenha seu papel dominante no cenário global. Qualquer queda moderada da moeda pode até ser benéfica, ajudando as empresas americanas a se manterem competitivas no mercado internacional. Acredito que o índice do dólar (ICE Dollar Index) permanecerá acima de 103,00. No entanto, o euro, a libra esterlina e outras moedas negociadas no mercado Forex — com exceção do iene — poderão sofrer pressão prolongada em decorrência das guerras comerciais em curso.
O CFD do SPX (futuros do S&P 500) segue em uma tendência de alta de curto prazo e apresenta sinais de uma reversão local de alta. O ativo está sendo negociado acima do nível de suporte de 5711,85, o que, do ponto de vista técnico, permite um crescimento contínuo. A manutenção acima desse nível pode impulsionar o contrato em direção a 5812,75. Um possível ponto de entrada seria em 5727,87.
O par está sendo negociado abaixo do nível 1,2930. Se permanecer abaixo desta marca, é provável que haja uma nova queda, primeiro para 1,2865, e depois para 1,2800. Um potencial ponto de entrada pode ser em torno de 1,2908.
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*A análise de mercado aqui postada destina-se a aumentar o seu conhecimento, mas não dar instruções para fazer uma negociação.
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